Mito

Os migrantes roubam os empregos da população local

É inegável que as crises econômicas mundiais intensificam esse mito. Em meio a um país em crise, é fácil fazer uma correlação direta entre o fracasso econômico, o aumento da taxa de desemprego e a migração laboral. Mas essa é uma visão estereotipada, já que uma grande parte dos empregos ocupados pelos migrantes não coincide com as vagas a serem preenchidas pelos trabalhadores locais.

Além disso, muitos dados mostram que os migrantes também contribuem para responder às necessidades econômicas dos mercados laborais nacionais. No Chile, por exemplo, o último relatório do Serviço Jesuíta para Migrantes e os Refugiados (2016) revela que boa parte dos migrantes tem uma escolaridade acima da média chilena e que chegam ao País como mão de obra qualificada. Em muitos países da região, os migrantes são reconhecidos por serem positivos, criativos e proativos no engajamento em trabalhos importantes para a sustentação das economias. Principalmente em setores como a indústria têxtil, agrícola, construção civil, processamento de alimentos, de transportes, entre outros. Os governos, mercados e economias nacionais têm o dever de assegurar que exerçam sua presença e participação de forma protegida.