Wadner Maignan

Todos nós, haitianos
e migrantes , estamos
em uma mesma situação.
Por isso, precisamos
trabalhar juntos.

Haitiano e migrante, Wadner trabalha no Servicio Jesuita a Migrantes, do Chile, e é ajudando pessoas que acabaram de chegar que ele contribui com sua experiência pessoal e profissional

Muito antes de chegar a Santiago, no Chile, já havia tido uma experiência como professor, no Haiti. Atuando como mediador intercultural em uma instituição que participa ativamente desse processo de inclusão de migrantes, consigo dividir minha experiência pessoal e profissional.

Além das aulas de espanhol para haitianos, também dou palestras sobre questões relacionadas à regularização no País. Acredito que esses momentos são superinteressantes, até por eu ser um migrante, por nossa língua ser a mesma e existir essa familiaridade. Eles se sentem mais acolhidos, e sempre falo que não vou palestrar – vou conversar sobre nossa situação, sobre o que nos faz bem ou mal.

A maioria dos haitianos que chega no Chile não tem nenhuma informação sobre que país é esse, como ele funciona ou o que dizem suas leis. Alguns, nunca nem trabalharam, então sequer sabem como funciona o mercado de trabalho ou o contrato com uma empresa.

Nesses encontros, além de munir essas pessoas de informação, também mostro que elas não estão sozinhas. Todos nós, haitianos e migrantes, estamos em uma mesma situação, pelas barreiras que surgem, como o idioma, a falta de conhecimento sobre um novo país e até o racismo. Existe muita discriminação, e é por isso que precisamos trabalhar em conjunto.

Fotos: Hernan Blanco
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