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PrinceNeer Love De Neerwender Joseph

Os principais desafios de
chegar a um novo país
foram o idioma
diferente e
o preconceito.

Vocalista em uma banda haitiana, PrinceNeer é do ramo cultural e turístico e vê, na migração, um mundo de possibilidades, oportunidades e novas experiências

Nasci e cresci no Haiti. Lá, eu estava na faculdade, trabalhava como intérprete pela Embaixada dos Estados Unidos e era professor de idiomas, como inglês e francês. Em 2014, acabei fazendo uma viagem ao Brasil. Meu objetivo, além de assistir à Copa do Mundo, era fazer turismo e conhecer mais da cultura brasileira. Acabei ficando.

Eu sou o mais velho em uma família de cinco filhos. Ninguém veio comigo no começo, mas, agora, um dos meus irmãos também migrou. Ficaram no Haiti, meu pai, minha mãe, minha irmã e dois irmãos. Tenho contato com algumas pessoas que ficaram por lá e, sempre que é necessário e posso, ajudo financeiramente meus familiares e outras pessoas.

Os principais desafios de chegar a um novo país foram o idioma diferente, a convivência, a gastronomia e o preconceito. Mas, por outro lado, essa novidade toda me ajudou – e ainda ajuda – a entender e enxergar as coisas de uma forma diferente, descobrir novas oportunidades e conhecer outras pessoas e suas experiências. Isso agrega muito no desenvolvimento da minha carreira, seja no turismo ou no entretenimento, duas das áreas em que atuo.

Atualmente, sou empresário no ramo de viagens, diretor de marketing na Rádio JHP (Jovens Haitianos Progressistas), sócio na GEEG Entertainment e MoNeeWood Motion Studio e vocalista da Satellite Music Band, que toca músicas caribenhas, especialmente as do Haiti. Inclusive, a banda participou da Virada Cultural de 2017.

Voltar ao Haiti faz parte dos meus planos futuros, para ver minha família e até desenvolver alguns projetos de investimento comercial por lá, mas sempre mantendo minhas atividades iniciadas no Brasil.

Fotos: Arquivo Pessoal
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