Claudia Karen Cardozo

Costuro em casa
e tenho uma barraca
de comidas típicas.

Vivendo em São Paulo com a família há uma década, Claudia compartilha um pouco de sua cultura por meio da costura e da venda de comidas típicas e sonha com uma colocação em sua área: a enfermagem

Na Bolívia, eu trabalhava como enfermeira, em um hospital. Estudei muito pra isso e gosto muito da minha profissão. Porém, há uns 10 anos, por um problema familiar, acabei indo para o Brasil. Em um novo país e sem muita ajuda, tive dificuldades iniciais com o idioma e, até hoje, ainda não consegui uma colocação em minha área.

Acho que essa parte da informação é uma das coisas mais complicadas da migração. Sinto que outros migrantes não me ajudaram tanto quanto podiam a respeito dessa parte da documentação… talvez por medo, inveja, enfim, não sei bem. Um amigo brasileiro é que está me ajudando com isso, no momento. É difícil estar fora de um local conhecido e não trabalhar no que estudei e gosto de fazer.

Atualmente, costuro em casa e, aos domingos, tenho uma barraca na Feira da Kantuta, em São Paulo. Nela, eu, meu marido e meus dois filhos vendemos sucos típicos, amendoim e tucumanas, um salgado boliviano frito, compartilhando um pouquinho da diversidade de nossa comida e cultura com os brasileiros.

Fotos: Arquivo Pessoal
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